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O artigo de hoje é a 4ª parte da Série Especial Os 10 Comportamentos Empreendedores aqui do Realização Empreendedora, onde falo sobre a coragem empreendedora, o mais conhecido e inexplicável comportamento que os empreendedores de sucesso usam para correr riscos calculados!

RISCO, A TAXA DE ENTRADA PARA O EMPREENDEDORISMO
Realização Empreendedora Risco

A coragem é tratada no empreendedorismo como a qualidade que permite o empreendedor se expor a situações que, normalmente, outras pessoas tentariam evitar. Não é a coragem no sentido de valentia, mas em sua forma racional e analítica de julgar conscientemente quais obstáculos poderão ser encontrados ao se embrenhar em uma oportunidade de negócios.

Convenhamos, ninguém gosta de obstáculos, ainda mais quando ele assume formas monstruosas, que fazem qualquer valentão ou Mulher-Maravilha terem pesadelos em posição fetal durante a noite:

  • Pedir demissão de seu emprego estável;
  • Abandonar o salário fixo;
  • Sacrificar suas economias pessoais;
  • Assumir empréstimos externos;
  • Estimar o interesse do mercado pelo seu produto ou serviço;
  • Depender de uma renda variável;
  • Ser seu próprio chefe, estabelecer e cumprir suas próprias metas;
  • Aprender a recrutar e confiar em um funcionário-chave;
  • Sacrificar seu tempo e relacionamentos pessoais, entre muitos outros, só para iniciar um negócio.

No mundo empreendedor, “obstáculos” são conhecidos como “riscos” e o dinheiro é o primeiro fator que a maioria das pessoas veem. Mas o risco empresarial é mais profundo e sutil. Reputações estão em jogo. Os empreendedores também medem o risco de investir seu tempo e o custo de oportunidade que isso pode gerar.

No Japão, por exemplo, um negócio mal sucedido é tão prejudicial para a reputação de uma pessoa que aqueles que não têm êxito são forçados a se afastar para que não passem vergonha em sua comunidade. Isso cria uma aversão pesada em assumir riscos e fazendo com que os japoneses possuam um dos menores índices de empreendedorismo e abertura de startups entre os países desenvolvidos.

Ter coragem é o que permite ao empreendedor colocar a sua carreira, finanças pessoais e até mesmo a sua saúde mental em jogo e assumir tais riscos. Assumir riscos é quase sinônimo de empreendedorismo.

Você pode sempre optar por não assumir riscos, mas isso significa que você está, essencialmente, escolhendo não ser um empreendedor. Isso é bom! Risco e empreendedorismo não são para todos. E realmente não há um caminho para o empreendedorismo que não inclua riscos. Para ganhar, você tem que apostar. Leia-se: assumir riscos conscientemente!

Para aqueles que não são naturalmente aventureiros ou tomadores de riscos, ser capaz de fazer tais apostas é uma habilidade a ser aprendida. Como qualquer outra, fica mais fácil ao assistir outros fazendo e com o auxílio de mentores.

As recompensas empreendedoras muitas vezes superam esses riscos pessoais, mas você tem que estar preparado para viver este estilo de vida. E não há nenhum demérito em não ser apto, assim como nem todos nasceram para ser políticos, artistas ou atletas.

A análise dos riscos empreendedores tem duas partes: avaliação e ação.

Tudo se inicia ao usar sua persuasão pelo mundo para reconhecer as oportunidades à sua volta. A avaliação, então, começa conversando com especialistas, testando a parte fundamental do seu produto com alguns clientes e fazendo sua lição de casa (falarei mais sobre isso a seguir). Neste passo você reconhece e analisa os riscos para, em seguida, tentar eliminá-los ou reduzi-los.

Mas como se mede um risco? Quanto risco é apropriado? Seria ótimo se houvesse uma fórmula mágica que nos dissesse precisamente quando o risco calculado é razoável versus quando não é. Mas não há! Existem metodologias de análises de cenários e cálculos de riscos que não passam de ótimas ‘especulações estruturadas’. O risco só é medido na prática. Infelizmente, não há um livro ou teoria 100% exata que estipule quando o risco é seguro e recompensador.

Não confundir com análises financeiras de viabilidade. Estas analisam aspectos tangíveis, enquanto riscos são intangíveis.

O próximo passo é assumir este risco. Muito da iniciativa necessária para triunfar como empreendedor envolve uma boa dose de desapego, muitas vezes a superstições e paradigmas encravados pela sociedade.

É fácil de entender o risco. Crescendo, ouvimos lembretes diários de riscos: “Não brinque na chuva, você pode ficar doente”, e “olhe para os dois lados ao atravessar a rua, você pode morrer”. Quando ficamos mais velhos, aprendemos a ver o risco como uma taxa de admissão para a recompensa: “A pessoa que você gosta não vai sair com você, se você não pedir”, e “para conseguir um emprego, você tem que se aplicar”. Mais tarde ainda, aprendemos que as recompensas mais elevadas envolvem riscos maiores. Claramente, transformar oportunidades em recompensas exige assumir riscos.

O segredo que separa empreendedores de sucesso daqueles que nem sequer começam a empreender reside na sua abordagem para o medo. O empreendedor fará tudo o que for necessário para não fracassar, mas não é atormentado pelo medo paralisante do fracasso. E isso exige um exercício constante em criar e manter um mindset empreendedor e ações que saibam transformar os medos em recompensas.

“A última medida de um homem não é onde ele se encontra em momentos de conforto e conveniência, mas onde ele se encontra em tempos de desafio e controvérsia.”
– Martin Luther King Jr.

O CAMINHO DA RECOMPENSA
Realização Empreendedora Caminho da Recompensa

Pessoas com extremo amor próprio e medo do fracasso preferem não tentar correr o risco de não acertar. O medo aos riscos não devem impedi-lo de perseguir seu sonho empreendedor. Em vez disso, os veja por aquilo que são: inevitáveis cascalhos e buracos na estrada que o levam até sua terra prometida!

Você não precisa ter nascido um assumidor de riscos para ter sucesso como empreendedor, mas aprender como o medo funciona pode ajudá-lo a superá-lo.

Seu cérebro é seu maior guarda-costas que nasceu para aprender a sobreviver e evitar que qualquer coisa possa prejudicá-lo. Quando você fica com medo e hesitante, ele está se concentrando na aversão à perda, o que significa que ele está tentando te proteger de algum perigo. É uma estratégia adaptativa que evitou que muitos dos nossos antepassados ​fossem mortos. Portanto, sua aversão à perda é poderosa!

Nesse modo, o cérebro torna-se hiper-analítico, cataloga tudo o que poderia dar errado e recorda memórias de tombos, dores e fracassos em um esforço para mantê-lo seguro. A consequência involuntária é que você se desmotiva a tomar qualquer ação. Há estudos que dizem que a aversão à perda é duas vezes e meia mais poderosa do que a ganância. Com uma desproporção como essa, não é de se admirar que o medo prenda tanta gente em suas cadeiras.

Mas o seu cérebro também possui um sistema conhecido como “o caminho da recompensa”. Ele libera produtos químicos quando você faz algo novo ou emocionante, substituindo a aversão à perda e funcionando como uma recompensa para correr riscos, permitindo-o sentir-se bem!

Como tudo que é genético, há pessoas que nascem com estes mecanismos de recompensa favorecidos e são mais propensas à encarar novidades ou partir para a ação.

É possível aprender a superar o medo, e adotar algumas estratégias para focar no lado positivo dos riscos são essenciais! Aqui vão três dicas para ajudar a você fazer isso:

    1. Não pesar muitos prós e contras – Quando você está analisando uma oportunidade quanto aos riscos, um pouco de pesquisa e uma reação instintiva é tudo que você realmente precisa para tomar uma boa decisão. Nadando em um pântano de prós e contras só ativará medo. Quanto mais você entrar em um modo analítico, mais você ativará a parte do cérebro que faz de você mais hesitante e desmotivado. Se seu instinto lhe diz que sim, então previna que o medo assuma o controle simplesmente mergulhando de cabela e se adaptar ao longo do caminho. Isso não significa que você deve ser um total imprudente, mas quanto mais cedo você começar a agir, menor é a probabilidade de você ficar com medo.

    2. Defina várias metas pequenas – Para se sentir confortável com o risco, comece pequeno definindo uma série de metas ​​que você pode realizar em um curto período de tempo e com pouco esforço. Aprenda sobre metas SMART e inclua algumas que são um pouco assustadoras, mas o objetivo principal aqui é a experiência de sucesso repetidamente. Esses primeiros sucessos irão deixar que nosso cérebro libere mais dopamina, que é um produto natural para motivá-lo, deixá-lo mais confortável e confiante em buscar o próximo sucesso e enfrentar riscos maiores. Se você se aproximar um grande risco nesse ponto, você estará preparado para tomar iniciativas e menos propenso a se atolar no medo de potenciais perdas.

    3. Cerque-se de tomadores de risco – Uma grande parte de se tornar confortável com os risco é a sua exposição a eles. Se você tem pessoas em seu círculo social, ou especialmente em sua família, que estiveram dispostos a correr riscos, então você vai ser muito mais propenso a fazer o mesmo. Há uma enorme aspecto social ao empreendedorismo e o mais forte deles é sermos impulsionados por exemplos vivos. Tomadores de riscos provavelmente o incentivarão a arriscar, além de mostrar o que é preciso para arriscar, falhar e arriscar novamente. Se você olhar para as biografias de pessoas muito famosas em algum meio, perceberá que há um padrão em todas elas: o sucesso vem por meio de muitos, muitos fracassos!

“Sempre que você vê um negócio de sucesso, alguém tomou uma decisão corajosa.”
– Peter Drucker

EXERCITANDO SEU COMPORTAMENTO CORAJOSO
Realização Empreendedora Coragem

Uma pessoa que não tem coragem em assumir riscos está propensa a se tornar imóvel perante às boas doses de riscos que o empreendedorismo irá expô-lo. O risco está presente não apenas no início de uma empresa mas também no lançamento ou alteração de um produto, na decisão por um aplicar ou retirar dinheiro em um investimento, numa fusão ou estabelecimento de parceria com outras empresas e em qualquer outro momento de decisões importantes.

Isso significa não agir perante as oportunidades de criação, aperfeiçoamento ou crescimento, inerentes às atividades empreendedoras e, sem a coragem para assumi-las, torna-se impossível empreender.

Um empreendedor com excesso de coragem pode assumir uma postura completamente irresponsável com seus atos, com potencial para destruir até mesmo um negócio consolidado. Quando não há efeitos trágicos imediatos, a coragem excessiva de um empreendedor tende a sobrecarregar sua equipe, colocando-a constantemente sobre pressão e, consequentemente, fragilizando a empresa e colocando-a no rumo do fracasso.

Assumir riscos de forma inconsequente é a mesma coisa que ignorar que eles existam, fazendo com que desgaste e arruíne qualquer iniciativa empreendedora.

É essencial um empreendedor estar com sua saúde mental em dia, porque a medida ideal de coragem para assumir riscos é utilizando a tal da “prudência”. Conhecer muito bem a si mesmo e o mercado em que atua (não apenas achar que conhece), é mais da metade do caminho andado para se obter sucesso ao assumir riscos.

Para praticar seu “comportamento corajoso”, incorpore as 3 dicas expostas no capítulo acima. Começando pequeno, mas consistentemente, em pouco tempo você terá uma grande vantagem sobre você mesmo.

Não compita com outras pessoas, mas com você mesmo. Se tudo der errado, quais as dificuldades de você retornar ao exato ponto em que se encontra hoje? Provavelmente fácil. Então arrisque, falhe, aprenda, volte e arrisque melhor!

Em qualquer empreitada, é preciso ser claro e objetivo sobre as oportunidades identificadas e os possíveis riscos antes de agir. Na dica 1 do capítulo anterior dissemos para não pesar “muito” os prós e contras, mas isso que dizer que você pode fazer o essencial:

Sente-se e escreva uma avaliação honesta sobre quanto lhe custará de dinheiro, tempo, energia mental e qualquer outro gasto difícil de recuperar. Em seguida, escreva tudo que possa imaginar (sim, use a imaginação), que poderia dar errado. Estes são seus riscos. Por fim, proponha algumas formas de eliminá-los ou reduzi-los, sem precisar fazer grandes cálculos ou propostas mirabolantes.

Agora, olhando esta lista, não analise muito racionalmente, mas com seus instintos. Você confia nas suas capacidades de fazer dar certo? Quando a resposta interna for realmente positiva, pode valer a pena partir para a ação. Muitas vezes, entretanto, o sentimento de risco não compensa os resultados esperados e, nesses casos, mesmo os empreendedores mais corajosos deveriam saber ficar de fora. Isso não é falta de coragem, mas inteligência emocional aplicada ao empreendedorismo.

“O risco vem de alguém não saber o que está fazendo!”
– Warren Buffett

Quando se sentir pronto para assumir o risco e fazer as suas apostas, comece pequeno! Fazer um baita plano de negócios, prevendo até que a cor da parede do escritório deve ser laranja não ajuda em muita coisa. A prática pode provar que os clientes prefeririam uma parede preta com bolinhas azuis!

Não é aconselhável a arriscar tudo no seu primeiro empreendimento. Mesmo que você já tenha experiência como empreendedor, comece focando em oferecer um produto mínimo aos seus clientes e vá melhorando apenas à partir dos feedbacks. Isso evita que você gaste muito do seu tempo e dinheiro em algo que eles não vão comprar.

Começando pequeno você notará algumas falhas, que não é algo ruim, pelo contrário. Tentar ser perfeito logo no início é um risco autoimposto que pode falir qualquer negócio. Aprender rápido e na prática o que as pessoas querem e não querem é a parte mais importante do processo inicial. Isso significa que os tomadores de risco devem se preparar para a possibilidade de que seu investimento não se pague. Pelo menos não no início.

Enquanto você não pode controlar os resultados de imediato, você pode influenciar o impacto dos seus riscos. O trabalho duro, a flexibilidade e investir em conhecimentos de empreendedorismo podem influenciar a sua empresa ter sucesso.

Veja, não leia. Ao invés de olhar para os sucessos passados dos outros, crie seu círculo de referências, frequente eventos de empreendedorismo, consulte mentores, investidores anjos e aprenda observando-os a medir suas oportunidades e atacando seus riscos.

Compartilhe sua paixão com seus amigos, familiares e círculo de empreendedores. Às vezes, uma palavra de encorajamento ou de alerta é o empurrão ou ponto de vista que você precisa para tomar a iniciativa.

EXTRA

Comece arriscando pequeno e me responda: Qual comportamento extra, que não está na lista dos 10 comportamentos empreendedores, que você acredita ser fundamental para qualquer empreendedor de sucesso?

Você poderá eleger mais 1 comportamento que acredita ser “o grande diferencial” de todos maiores empreendedores, e que será o tema do nosso último artigo da série.

Para votar, basta escrever abaixo nos comentários!

Até o próximo comportamento: A organização!